Só pode alcançar a vitória QUEM É FIRME naquilo que deseja!

url“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Is 26.3).

 Às vezes me assusto com a falta de firmeza do povo de Deus. Fico perplexo com a inconstância de suas atitudes e com as repentinas mudanças em seu humor; causa-me apreensão a instabilidade de sua fé. Então me pergunto: o que está acontecendo? Até quando continuaremos a oscilar espiritual e emocionalmente, ouvindo de Deus que o nosso “amor é como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Os 4.4)?

Parece que estamos repetindo os mesmos erros do povo de Israel, que no deserto foi uma “geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus” (Sl 78.8). Naquela época, quando o Senhor “os fazia morrer, então o buscavam; arrependidos procuravam a Deus. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu redentor. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.

Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança” (vs. 34-37). Em compensação, neste mesmo período, dois homens adotaram uma postura diferente. Eles tinham os mesmos motivos para pecar e murmurar como todo o povo de Israel. Mas a atitude deles contrariou a da maioria (1Co 10.5). Por isso, Deus disse: “certamente, os varões que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, porquanto não perseveraram em seguir-me, exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir ao SENHOR” (Nm 32.11,12).

Ou seja, por causa da perseverança, ambos puderam entrar na terra prometida! Futuramente, em decorrência desta postura, a terra de ”Hebrom passou a ser de Calebe”, como herança, “visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel” (Js 14.14)
Hoje consigo entender melhor porque alguns filhos de Deus são bem sucedidos, e outros, não. Ao contrário do que muitos imaginam, não é a sorte nem o meio em que vivemos que definem o nosso futuro, mas a nossa atual firmeza de propósito e confiança em Deus. Ora, Salomão escreveu que “por mais que o preguiçoso deseje alguma coisa, ele não conseguirá, mas a pessoa esforçada consegue o que deseja” (Pv 13.4, NTLH).

Muitas pessoas ficam se lamentando pelo passado enquanto o presente e o futuro escapam de suas mãos. Conforme o profeta Isaías, o Senhor promete manter em perfeita paz aquele cujo propósito é firme! Quantas pessoas hoje são deficientes em suas vidas simplesmente porque não perseveram na vontade de Deus.

Arquitetam projetos, mas diante do primeiro desafio, abortam a sua execução; iniciam planos, mas vão desanimando no decorrer de sua concretização; começam a fazer coisas sem ir até o seu final, desperdiçando, assim, tempo e recursos. Depois, justificam: “não era da vontade de Deus!” Será mesmo?

No livro de Tiago, está registrado que “aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tg 1.25). Que promessa! Se formos perseverantes na palavra de Deus, seremos bem-aventurados naquilo que realizarmos, não importando o que possa vir a ser. Ora, no livro de Provérbios encontramos que “a perseverança pode vencer qualquer dificuldade” (25.15, NTLH).
Se observarmos a vida do apóstolo Paulo, que para nós todos é um exemplo de liderança e sucesso – basta ver o que Deus fez em termos de evangelização e edificação da igreja somente através dele -, concluiremos que um ingrediente especial em sua carreira foi a firmeza de espírito.

Ele escreveu: “não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4.16). Além dele, Jesus, mais do que uma vez, disse aos seus discípulos que eles seriam odiados de todos: porém, quem “perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 10.22 e 24.13). O escritor de Hebreus, por fim, também advertiu: “tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá, e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (10.36-39).
A perseverança é necessária justamente quando tudo parece estar contra nós. Salomão ensinou: “não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia” (Pv 23.17). Já o salmista declarou, com toda a segurança, que o homem que teme ao Senhor “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR. O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo” (Sl 112.7,8). Se perseverarmos – ainda que isso leve um bom tempo -, é certo que a vitória chegará! Portanto, oremos como Davi: “ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme” (Sl 51.1, NTLH).

Deus os abençoe sempre,

Pastor MárioPassos.

OS INIMIGOS DA CRUZ

Inimigos da cruz
Um cristianismo sem cruz não é cristão. Jesus não evitou a cruz nem tentou amenizar o seu sofrimento.
Cristo enfrentou até o fim a dura crucificação. Como cristãos precisamos fazer como diz o hino “levarei
eu também minha cruz”.
Jesus disse que “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).
Então para ser cristão é necessário crucificar-se com Cristo porque “os que são de Cristo Jesus
crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24). Todo e qualquer ensinamento
que nega este princípio não é cristão. Por isso Jesus repreendeu Satanás quando através de Pedro
intentou que Jesus não passasse pela cruz (Mc 8.33).
Quem são os inimigos da cruz?
Vamos aprender sobre algumas coisas que são opostas à doutrina da cruz:

1- Mundanismo: (Tiago 4.4) “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus?
Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.
A primeira coisa que nos faz evitar a cruz é o mundanismo. A amizade do mundo é estar na “roda dos
escarnecedores” (Sl 1.1), que são pessoas que gostam apenas de conversas que não edificam. Mas
quando deixamos as coisas do mundo, estamos sendo crucificados.
O mundo sempre vai te dizer para deixar a sua cruz achando-a pesada demais para carregar. Mas o
cristão deve deixar o mundo e seguir para a cruz. Mesmo sendo dolorosa é o único “Caminho” (Jo 14.6)
que leva a Deus.

2- Carnalidade: (Rm 8.7) “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei
de Deus, nem mesmo pode estar”.
A segunda coisa que traz inimizade com a cruz de Cristo é a carnalidade. Quando a pessoa vive apenas
para seus prazeres, não se dispõe a enfrentar as dificuldades, “portanto, os que estão na carne não
podem agradar a Deus” (Romanos 8.8). Mas a carne não nos conduz para coisas boas (Rm 8.6).
Quando resistimos às vontades da carne, estamos nos crucificando. Deus nos deu os frutos do Espírito
para superar qualquer obra da carne (Gl 5.19-23). Quando vivemos espiritualmente conseguimos vencer
as tentações.

3- Incredulidade: (Rm 11.28) “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém,
à eleição, amados por causa dos patriarcas”.
Este texto está falando do povo de Israel (Rm 11.25-27) que não acreditava que Jesus era o Messias.
Os judeus não acreditaram em Jesus por isso o condenaram à morte de cruz. Um condenado à
crucificação não era considerado digno de crédito, mas pela fé sabemos que Jesus é o Filho de Deus que
tomou o nosso lugar naquela cruz. Então a cruz é o nosso, o seu e o meu lugar.
A falta de fé é outro inimigo da cruz. Somente pela fé podemos acreditar em alguém que morreu na cruz.
O inimigo de nossas almas que semeia a incredulidade nos corações (Mt 13.25). Por isso toda forma de
descrença na Palavra de Deus é uma inimizade à cruz. Somente pela fé podemos levar a nossa cruz.

4- Egoísmo: (II Timóteo 3.1-4) “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os
homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais,
ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do
bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”.
Outro inimigo da cruz é o egoísmo. Jesus disse que o maior mandamento é o amor a Deus e ao próximo
(Mc 12.30,31). O amor revela a presença e personalidade de Deus (I João 4.8). O que segurou Jesus
naquela cruz não foram os pregos e sim o Amor de Deus por nós. Jesus não morreu de dor, tétano,
hemorragia, ou qualquer outro motivo, pois Jesus morreu de tanto amor. No mundo de hoje é muito raro
encontrar pessoas que não sejam egoístas. O individualismo e a competição são ensinados às pessoas
como meta de realização. Uma pessoa egoísta não aceita perder para o outro. Quando abrimos mão de
algo para nosso próximo estamos crucificando nossa carne.

Leve você também a sua cruz!
Deus os abençoe sempre, Pr. MárioPassos.